DESCUPINIZAÇÃO - CUPIM DE ÁRVORES
Os cupins constituem um grupo extremamente daninho de insetos de madeira, onde escavam galerias, deixando a superfície da casca com espessura de papel. Em florestas eles são comumente encontrados na madeira de árvores cortadas, árvores atacadas ou mortas por coleobrocas (besouros que também atacam madeira) ou pelo fogo, em cepas e outras partes da madeira morta ou em decomposição. As espécies mais comuns no território brasileiro, principalmente Amazônia, são: Neotermes paraensis, Coptotermes niger, Coptotermes testaceus e Nasutitermes costalis.
O ataque deste inseto, popularmente denominado cupim-de-cerne, ataca plantas nativas do cerrado e, em outras regiões do Brasil, ataca seringueira e pau-rosa, além de sibipiruna, jacarandá-mimoso, quaresmeira, acácia, ipê, paineira, tipuana e outras. O cupim penetra pelas raízes ou pelas cicatrizes de galhos caídos fazendo galerias ascendentes e, a menos que a madeira tombe pela ação do vento, não é possível verificar o ataque, que só será notado por ocasião do corte.
Método de controle para cupim de cerne
A detecção desses cupins no campo não é fácil, pois como o dano é interno e as arvores não apresentam sintomas aparentes, a detecção só ocorre após o dano já ter sido feito. Os métodos de controle dos cupins de cerne são semelhantes ao dos cupins subterrâneos.
Medidas preventivas
As áreas atacadas devem ser mapeadas e cadastradas, para que medidas preventivas possam ser tomadas quando se reforma a área. Apesar de existirem recomendações de controle, como a aplicação de inseticidas líquidos dentro dos troncos ou tocos, estas são de caráter paliativo e temporárias, pois não atingirão a colônia que está no solo. A incorporação e aplicação de inseticida no solo próximo aos tocos atacados é uma medida que necessita maiores estudos, pois o sistema radicular a ser protegido é muito desenvolvido, sendo necessárias altas doses de inseticidas sem a garantia de sucesso.
É recomendada, também, a utilização de práticas culturais como: prevenção de incêndios florestais, desbastes seletivos (retirar árvores danificadas ou doentes), adubações, seleção de espécies mais adaptadas etc.